A úlcera péptica causa danos e desconforto ao estômago, e acomete cerca de 10% da população mundial, principalmente indivíduos com idade entre 30 e 70 anos. Seu desenvolvimento está fortemente relacionado com a digestão alimentar, que ocorre quando há, por exemplo, sobreposição de fatores que agridem a mucosa gástrica – ácido clorídrico e pepsina – em relação aos fatores que a protegem – muco e bicarbonato.
O óleo aumenta a produção do muco gástrico, a camada responsável por proteger o estômago contra o suco gástrico. Esse contém pepsina e ácido clorídrico, os quais maltratam a mucosa estomacal, provocando as úlceras. Ao aumentar o muco, o óleo conseguiu defender o órgão contra a formação de lesões ulcerativas, não somente reduzindo-as, mas também impedindo a sua formação.
“Foi um resultado encorajador”, comemora Takayama. Segundo a pesquisadora, não existia na literatura científica provas cabais dessas atividades benéficas da hortelã. “O que havia era apenas indicação popular, contudo nenhum estudo comprobatório desse potencial do óleo”, completa.
O composto mostrou características antioxidante, capaz de abrandar a formação de espécies reativas de oxigênio por mecanismo de transferência de hidrogênio. E também forte potencial de cicatrização, conseguindo reduzir praticamente em 90% a área da lesão de úlcera nos animais.
Fonte: Jornal da Unicamp, 10 de março de 2011
















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